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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Strange Fruit



Strange Fruit

Strange Fruit é uma canção de denúncia do racismo e os linchamentos de negros nos Estados. A letra refere-se aos estranhos fruitos que as árvores do Sul dão, corpos negros ensanguentados pendurados.
Southern trees bear strange fruit
Blood on the leaves and blood at the root
Black bodies swinging in the southern breeze
Strange fruit hanging from the poplar trees
Pastoral scene of the gallant south
The bulging eyes and the twisted mouth
Scent of magnolias, sweet and fresh
Then the sudden smell of burning flesh
Here is fruit for the crows to pluck
For the rain to gather, for the wind to suck
For the sun to rot, for the trees to drop
Here is a strange and bitter crop

Escrita pelo compositor comunista Abel Meeropol (1903-1986) que a assinou com o seu pseudónimo artístico Lewis Allan foi inicialmente cantada por Billie Holiday (1915-1959) que a celebrizou. Foi depois interpretada por numerosos cantores e bandas como os UB40 e Dee Dee Bridgewater entre outros. Existe uma excelente versão de Nina Simone.

domingo, 12 de março de 2017

Lady Sings the Blues



Lady Sings the Blues

Canção escrita por Billie Holiday (1915-1959) em colaboração com o pianista Herbie Nichols e incluída no álbum com o mesmo nome lançado em 1956. Uma mulher canta os seus desamores como forma de partilhar a dor da separação
The blues ain't nothin' but a pain in your heart,
when you get a bad start,
when you and your man have to part

mas também como forma de superação e de afirmação
Lady sings the blues,
i'm tellin' you, she's got them bad,
but now the world will know,
she's never gonna sing them no more.

Billie Holiday teve uma vida curta, cheia, dura, com constantes mudanças de sorte, com abusos reiterados às mãos de amantes desapiedados, com casamentos falhados, várias passagens pelas cadeias racistas norte-americanas, mas o seu imenso talento, a sua voz sofrida impuseram-na como a melhor cantora de Jazz de todos os tempos.

Lady Sings the Blues foi o título escolhido propositadamente pela cantora para a autobiografia que escreveu pouco antes de morrer com a colaboração de William Duffy e mais tarde, em 1972, serviu de título para o filme que resultou do livro. A canção tornou-se o símbolo da vida atribulada, triste e dramática de Billie Holiday.