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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Stagioni



Stagioni

Stagioni, Estações, de Francesco Guccini, é uma homenagem a Ernesto “Che” Guevara vista pelos olhos húmidos, revoltados e nostálgicos da geração italiana que receberam abruptamente a notícia do seu assassinato na Bolívia.


In un giorno d'ottobre,
in terra boliviana,
con cento colpi è morto
Ernesto "Che" Guevara...

Il terzo mondo piange,
ognuno adesso sa
che "Che" Guevara è morto,
forse non tornerà,

A canção termina com uma pungente declaração de que se pode matar um homem mas não um ideal justo e nobre. Lembrando os reacionários que as revoluções não se acabaram e que quando menos esperam, em qualquer parte, o “Che” regressará.
ma voi reazionari tremate,
non sono finite le rivoluzioni
e voi, a decine, che usate
parole diverse, le stesse prigioni,

da qualche parte un giorno,
dove non si saprà,
dove non l'aspettate,
il "Che" ritornerà,
da qualche parte un giorno,
dove non si saprà,
dove non l'aspettate,
il "Che" ritornerà !


Uma canção incluída no álbum do mesmo nome lançado no ano 2000 e que a todos aconselho a ouvir com atenção. Uma perola.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Auschwitz



Auschwitz

Francesco Guccini (n. 1940) é um dos expoentes máximos da canção de intervenção italiana do pós-guerra. Extremamente versátil Guccini é também um excelente escritor e ator. Cròniche epafàniche é o seu romance mais conhecido. No cinema para além de várias trilhas sonoras participou como ator em numerosos filmes desde 1976 até 2015. Em 2013 Francesco Conversano e Nene Grignaffini realizaram o documentário La mia Thule sobre a gravação de um disco de Guccini  L'ultima Thule.

Auschwitz é uma belíssima e comovente canção sobre o assassinato de uma criança nesse campo de extermínio nazi. E num gélido dia de inverno do crematório sobe lento um leve fumo que se espalha com o vento.
Ad Auschwitz c'era la neve, il fumo saliva lento
nel freddo giorno d' inverno e adesso sono nel vento, adesso sono nel vento...
Ad Auschwitz tante persone, ma un solo grande silenzio:
è strano non riesco ancora a sorridere qui nel vento, a sorridere qui nel vento...

No final fica a pergunta: quando aprenderá o ser humano a viver em paz sem recorrer à violência e ao assassinato?

O campo de Auschwitz só parou de matar quando foi conquistado pelo Exercito Vermelho que salvou e libertou os prisioneiros que aguardavam a hora da sua execução.