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sábado, 7 de janeiro de 2017

Lucky Man



Lucky Man

Um tema clássico dos Emerson, Lake and Palmer que começou por ser a primeira canção composta por Greg Lake, que a definiu como “simplistic little medieval fantasy”, ainda na pré adolescência quando a mãe lhe ofereceu a primeira viola.

A vida de um homem de sorte que morre na guerra. Tinha tudo, cavalos e amantes, tudo em quantidade e qualidade.

He had white horses
And ladies by the score
All dressed in satin
And waiting by the door

Mas teve que ir para a guerra e aí nada lhe serviu. Atingido por uma bala só lhe restou deitar-se e morrer.

A bullet had found him
His blood ran as he cried
No money could save him
So he laid down and he died


Ressalta a ingenuidade e simplicidade de processos numa das primeiras vezes em que Emerson juntou o som do sintetizador Moog a um tema musical. O resultado é soberbo.

Uma canção que mantém todo a inocência e todo o fulgor mais de 40 anos depois de ser editada pela primeira vez no álbum inicial dos Emerson, Lake and Palmer em 1970.

Agora que Emerson e Lake estão, também eles mortos, a canção pode ser vista como alegoria a três homens com sorte que fizeram grande música e marcaram o seu tempo de forma indelével.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Fanfare for the Common Man



Fanfare for the Common Man

Fanfarra para o homem comum é um belo tema instrumental incluído no álbum de 1977 Works Volume I. Trata-se de uma adaptação livre de obra do compositor de música erudita norte-americano Aaron Copland.

Aaron Copland numa entrevista à BBC disse que “it's very flattering to have one's music adopted by so popular a group, and so good a group as Emerson, Lake & Palmer”. Com estas declarações afastou todos aqueles que insistem em separar e hierarquizar géneros musicais e sublinhou a qualidade musical da adaptação feita por Keith Emerson.

Para comparação deixo também a Fanfarra de Aaron Copland de 1942, executada pela New York Philharmonic conduzida pelo maestro James Levine.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Jerusalem



Jerusalem

Mais uma genial utilização de um clássico como material para a sua reescrita na linguagem do rock. Do hino do compositor inglês Sir Hubert Parry (1848-1918) e da letra do pequeno poema de William Blake (1757-1827) incluído no prefácio à sua obra Milton a poem e concebido e publicado na primeira década de novecentos.

Apesar do tom iminentemente religioso, de pendor cristão, sempre preferi uma interpretação mais aberta, em que Jerusalém se identifica com o nosso ideal, qualquer que ele seja, lendo assim o texto como um belo e profundo apelo à persistência e à audácia na transformação do mundo num sentido de maior justiça e equidade.

Bring me my bow of burning gold!
Bring me my arrows of desire!
Bring me my spear, oh clouds unfold!
Bring me my chariot of fire!

I will not cease from mental fight,
Nor shall my sword sleep in my hand
Til we have built Jerusalem
In England's green and pleasant land

Sempre que oiço esta canção sinto-me convocado para mais uma dura e inconclusiva batalha a favor do Bem contra as Trevas. Um sentido de dever sobe no peito e estou pronto para avançar.  

Primeiro tema do álbum Brain Salad Surgery, editado em 1973, a meu ver o melhor trabalho do trio.

(Fica também, para comparação o hino de Hubert Perry).