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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Feeling Good



Feeling Good

Uma cação saída de um musical dos anos 60 do século XX mas que ganhou vida através da extraordinária interpretação de Nina Simone incluída no seu álbum I Put a Spell on You que lhe transmite a esperança e a expectativa de um novo começo que a letra incorpora.
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
Ohhhhh
And I'm feeling good

Nina Simone (1933-2003) foi uma das mais fantásticas cantoras e compositoras norte-americanas da segunda metade do século XX. O seu papel foi crucial no movimento dos Direitos Civis e da luta contra o racismo, a segregação e a discriminação.

terça-feira, 21 de março de 2017

Mannenberg



Mannenberg

Mannenberg, o instrumental de Dollar Brand, o compositor e pianista sul-africano Adolph Johannes Brand, rapidamente se transformou num hino da luta anti-apartheid.

A canção foi escrita em reacção contra a criminosa desocupação forçada dos habitantes negros do bairro District Six da Cidade do Cabo na sequência deste ter sido em 1966 declarado zona só para brancos pelo governo racista da então África do Sul. Mais de 60.000 pessoas foram expulsas das suas casas.

Adolph Johannes Brand (n. 1934), que usava o nome artístico de Dollar Brand, foi forçado a exilar-se nos Estados Unidos onde, mais tarde, veio a converter-se ao islamismo e a adoptar o nome de Abdullah Ibrahim com o qual é sobejamente conhecido.

domingo, 12 de março de 2017

Lady Sings the Blues



Lady Sings the Blues

Canção escrita por Billie Holiday (1915-1959) em colaboração com o pianista Herbie Nichols e incluída no álbum com o mesmo nome lançado em 1956. Uma mulher canta os seus desamores como forma de partilhar a dor da separação
The blues ain't nothin' but a pain in your heart,
when you get a bad start,
when you and your man have to part

mas também como forma de superação e de afirmação
Lady sings the blues,
i'm tellin' you, she's got them bad,
but now the world will know,
she's never gonna sing them no more.

Billie Holiday teve uma vida curta, cheia, dura, com constantes mudanças de sorte, com abusos reiterados às mãos de amantes desapiedados, com casamentos falhados, várias passagens pelas cadeias racistas norte-americanas, mas o seu imenso talento, a sua voz sofrida impuseram-na como a melhor cantora de Jazz de todos os tempos.

Lady Sings the Blues foi o título escolhido propositadamente pela cantora para a autobiografia que escreveu pouco antes de morrer com a colaboração de William Duffy e mais tarde, em 1972, serviu de título para o filme que resultou do livro. A canção tornou-se o símbolo da vida atribulada, triste e dramática de Billie Holiday.