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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Não desiste negra, não desiste



Não desiste negra, não desiste

A luta das mulheres negras brasileiras pelos seus direitos básicos é um exemplo de persistência, de coragem, de determinação, mas também uma prova do racismo e das enormes desigualdades sociais que prevalecem na sociedade brasileira contemporânea.

Mel Duarte é uma jovem poetisa de grande talento que fundou o Coletivo Poetas Ambulantes que regularmente lê poemas em público no terminal de autocarros de Santo Amaro na cidade de São Paulo. Formada em comunicação social Mel Duarte é autora de vários livros de poesia, nomeadamente de “Negra, nua e crua”.
 

domingo, 5 de novembro de 2017

EXTRA EXTRA EXTRA EXTRA


EXTRA EXTRA EXTRA EXTRA

EXTRA EXTRA EXTRA EXTRA é uma poesia sobre a violência opressora da sociedade brasileira sobre os mais desfavorecidos, os habitantes das favelas. Uma sociedade indiferente à sorte e à morte de tantas crianças negras nos bairros pobres.

Rafael Carnevalli, jovem poeta brasileiro, desenvolve o seu trabalho cultural na zona leste de São Paulo, a cidade mais rica do Brasil, onde a pobreza, a criminalidade e a violência assolam as populações trabalhadoras e destroem as antigas comunidades rurais.

Original skin



Original skin

Phillippa Yaa de Villiers (n. 1966) é uma grande poetisa e escritora sul-africana, que encena as suas próprias criações.

Nascida de um pai africano ganês e de mãe australiana branca foi adotada em bébé por uma família branca da África do Sul, que lhe deu amor e uma educação superior.

Original skin é um longo poema em que nos conta o seu drama interior de não conhecer as suas origens africanas, se julgar branca, mesmo quando em sua volta as reações dos outros e do sistema a apontam e discriminam como negra. O drama da identidade partilhada é aqui abordado de uma forma compungente, de grande honestidade e sinceridade que nos leva às lágrimas, a coragem de investigar e deslindar o mistério da sua identidade e de a assumir com verticalidade.

Um excerto do momento em que pela primeira vez viu uma bandeira vermelha.
I joined the thousands at Matthew Goniwe’s funeral,
carrying burning flames of righteous indignation.
And on that day
I saw my first communist flag:
borne above the dust
by the army of the dispossessed.
And I felt so connected.
The flag was the sun rising in the east
like the dawn of a new day of justice and equality.
All our pain carried away on the wings of a freedom song.
What innocent hope, what sincerity.
our raised fists in the innocent air ringing with freedom songs.

Aqui ficam partes do Poema ditos pela própria Phillippa Yaa de Villiers. Vale a pena partilhar. Como muito de bom que se faz pelo mundo não está disponível em português nem em Portugal.